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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Didática Ensino Superior

13 de agosto de 2012

Apresentação

Sua origem decorre da Lei de Diretrizes de Bases, Lei 9394/96. Neste curso serão abordados os seguintes temas:
  • Contexto e cenário atual è mudanças nas nossas relações com o saber (tecnologia);
  • Abordagens de ensino (5) è tradicionais e as renovadas;
  • Ensino superior no Brasil è carreira docente:
    • Busca de espaço profissional;
    • Entendimento do perfil dos novos profissionais.
  • Formas de educação (2):
    • Educação corporativa à
    • Educação a distância (e-learning).
  • Práticas docentes no ensino superior.

Avaliação:
  1. Registro de desempenho (auto-avaliação) à N1
  2. Atividades realizadas em aula à N2
  3. (N1 + N2) / 2 = NOTA FINAL


CONTEXTO E CENÁRIO ATUAL

Pierre Lévy, sociólogo e filósofo francês, estuda o contexto atual da formação do homem entre os séculos XX e XXI, em razão do advento de novas tecnologias.
Em seus estudos define três grandes momentos da História da Humanidade:
  1. ESCRITA – registro da informação;
  2. IMPRENSA – divulgação da informação;
  3. INTERNET  - massificação da informação.

Em um de seus livros editado em 1999, trata da cibercultura e, portanto, estuda a cultura produzida na Internet.
Antes do advento da Internet, a cultura de um povo só existia em espaço geográfico limitado. Com a Internet a produção cultural em espaço virtual passou a existir em todo o planeta.
Dentre os usuários, identificam-se dois perfis:
  1. Nativos digitais – nascidos dentro da era da internet;
  2. Imigrantes digitais – oriundos da era pré-internet e aprenderam a usar sobre esta.




Real e virtual

Dizer que tudo que se executa na rede (Web) é virtual admitindo que tudo que é virtual não é real aponta para uma despreocupação com o virtual.
De mesma forma, se admitirmos que existe o real e o virtual de tal forma que o virtual seja equiparado a não real é preocupante, pois, uma ação executada pela Internet produz efeitos tão reais quanto aquela ação executada pessoalmente.
Portanto, mais seguro é constatar que tudo é real e este se divide em dois tipos:
  • Físico, concreto, atualizado;
  • Virtual.

O professor Florestam Fernandes, sociólogo e político, falecido em1995, já afirmava o fim da era da transmissão de conhecimento pronto, de quem detém o saber (professor) para quem necessita do saber (aluno), porque todo o conhecimento já se encontraria disponível na rede mundial.
Isso significa que acabou o monopólio das instituições escolares.
Portanto, as relações se modificam entre:
  • Professor e aluno
  • Aluno e aluno
Mais que isso, professor e aluno passaram a ter novos papéis.

Mudanças

Essas mudanças nas nossas relações com o saber se apoiam em 3 pilares:

  1. CICLO DE RENOVAÇÃO DO CONHECIMENTO
    1. Obsolescência do conhecimento;
    2. Constante movimento;
    3. Causa de Instabilidade .

20 de agosto de 2012

AS NOVAS RELAÇÕES COM O SABER

Final da Era de Transmissão do Saber

·      Final do monopólio da instituição escolar
·      Mudanças nas relações interpessoais: professor – aluno e aluno – aluno
·      Definição de novos papéis e de novos processos de aprendizagem e de ensino




Ciclo de Renovação do Conhecimento

·      Velocidade no surgimento e na renovação dos saberes
·      Movimento
·      Base de instabilidade (término da era da estabilidade de emprego, de conhecimento...)
·      Produção do conhecimento em fluxo – devido a multiplicação da informação no Rede Mundial, não há como uma pessoa conhecer tudo quanto é publicado, então surge a necessidade de priorizar.

Nova natureza do Trabalho

·      Aprender – transmitir saberes – produzir conhecimentos
o   Mudança das relações
o   Cooperação
o   Transmissão = troca de experiências
·      Busca e produção de conhecimentos

Ciberespaço e Tecnologia

·      Informática
o   Suporte digitalizado da informação e da comunicação
·      Tecnologias intelectuais que amplificam, exteriorizam e modificam numerosas funções cognitivas humanas:
o   Memória – pouco usada porque a informaçãoo está disponível;
o   Imaginação  - programas como Auto Cad aumentam a possibilidade de criação do indivíduo;
o   Percepção – exemplo da transmissãoo em três dimensões;
o   Raciocínios – os programas simuladores ajudam nos raciocínios.
·      Tecnologias, interatividade e  processos de aprendizagem

A Tecnologia está presente no cotidiano das pessoas

·      Ela interfere, recria e transforma nossas vidas
·      Causa angústias diante das novas possibilidades
·      Incertezas diante do que ainda vamos experimentar

A Tecnologia deve ser facilitadora

·      Incentiva nosso potencial criativo
·      Forma novas redes de conhecimento
·      Necessidade de assumirmos posturas humanizadas e tornar o acesso e as trocas possíveis para todos crescerem, construírem juntos, partilharem experiências e produzirem um conhecimento compartilhado.

Novos conceitos para compreender

·      Tecnologias da Informação e da Comunicação, mundos virtuais, simultaneidade, instantaneidade
·      Mudanças na forma do homem pensar e se relacionar motivando o surgimento de: novos códigos, novas culturas, nova linguagem

Ciberespaço

Espaço Virtual de socialização
·      Permite relacionamentos, trocas, construção e (re)construção, conversa, confronto de idéias
·      Pensamento dialético
·      Se alimenta das descobertas, das criações, possibilitando a aprendizagem em um espaço fértil e enriquecedor

Ciberespaço - Redes
“é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo”.
(Lévy, 1999, p.17)

Interatividade
·      O individual dá espaço à construção coletiva
·      Na construção coletiva todos são co-autores
·      A rede pressupõe o diálogo, a construção com o outro, a participação
·      Postura ativa e colaborativa

Interatividade
“o termo Interatividade em geral ressalta a participação ativa do beneficiário de uma transação da informação. De fato, seria trivial mostrar que um receptor de informação, a menos que esteja morto, nunca é passivo”.
(Lévy, 1999, p.79)

Mundo conectado....

O Valor do Conhecimento
·      EaD no contexto da educação brasileira
·      Name of presentation
·      Company name

Educação a distância e seu significado

O Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, que regulamenta o
artigo 80 da Lei nº 9.394, em seu artigo 1º, caracteriza a educação  a
distância :
Art. 1º Para os fins deste Decreto, caracteriza-se a educação a distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.

Semipresencialidade  e seu significado

A Portaria do MEC nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004, em seu artigo
1º, regulamenta a oferta de carga horária a distância para cursos ou
disciplinas presenciais:

Art.  1º. As instituições de ensino superior poderão introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus cursos superiores reconhecidos, a oferta de disciplinas integrantes do currículo que utilizem modalidade semipresencial, com base no art. 81 da Lei n. 9.394, de 1996, e no disposto nesta Portaria.

Características da Semipresencialidade

·      Uso de tecnologias de educação a distância para enriquecer, complementar e auxiliar os processos presenciais
·      Oferta de 20% da carga horária total da disciplina oferecida a distância
·      Oferta de 20% da carga horária total do curso oferecida em disciplinas na modalidade a distância com situações presenciais de avaliação

Fases da Educação a Distância – exemplos no Brasil

·      Criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, por Roquette-Pinto (1923)
·      Criação do Instituto Monitor (1939).
·      Criação do Instituto Universal Brasileiro (1941)
·      Criada a Fundação Padre Anchieta (1967)
·      Criação do Telecurso 2º grau (1978)
·      Criação da Rede Nacional de Pesquisa (1989)
·      Início da oferta de cursos superiores (1994)
·      Criação da Associação Brasileira de Educação a Distância — Abed (1995).
·      Criação de ambientes virtuais de aprendizagem (1997).
·      Criação da Universidade Aberta do Brasil — UAB (2005).





Características da Educação a Distância

A separação geográfica e espacial entre os participantes dos processos de ensino e aprendizagem é uma das principais diferenças entre o ensino a distância e o presencial;
Na atualidade, a educação não está restrita à sala de aula nem é monopólio das instituições de ensino; esse fato torna possível aprender e construir novos saberes em diferentes espaços (bibliotecas, museus, Internet e ambientes virtuais);

Cenário da Educação a Distância

·      Crescimento de 90% no número de alunos na graduação
·      75% de alunos de graduação estão nas universidades privadas
·      27% de alunos da educação básica
·      Oferta de 1.752 cursos na modalidade a distância: 37% de especialização e 26,5% de graduação
·      Dados do CensoEAD.BR (2009)

Dados Oficiais da EaD no Brasil
  • 760.599 estudantes matriculados em 2008
  • Instituições credenciadas:
    • Total de IES credenciadas: 177
    • Credenciadas para graduação e lato sensu: 145
    • Credenciadas para lato sensu: 32

Resultados da EaD

Inclusão de populações até então não alcançadas pela educação presencial
 Expansão do número de alunos no ensino superior na faixa de 18 a 24 anos, e faixas acima
 Interiorização e aumento da área de abrangência das IES
 Utilização da EaD para modernização da educação tradicional
 Pesquisas sobre novas formas de ensinar e de aprender
 Qualidade na formação obtida pelos egressos da EaD.

A cobertura da EaD no território brasileiro

·      Enade 2005 – 2006
o   EaD no âmbito da prática educativa

·      Principais Características da EaD
o   Separação física entre professor e aluno
o   Autonomia do aluno no processo de aprendizagem
o   Flexibilidade de horário e local de estudo
o   Sistema tutorial da instituição (AVA)
o   Uso de sistemas tecnológicos para entrega de conteúdos e para a comunicação bidirecional
o   Encontros presenciais para atividades de aprendizagem e sessões de avaliações

Ciclos da Educação a Distância no Brasil

Século XX
·      Ensino por correspondência
·      Rádio-educação
·      Tele-educação
·      Uso da Internet (década de 90)
·      Videoconferência
·      Tele-educação por TV digital
(VIANNEY, 2005)

Questões pedagógicas
Formação de profissionais
Construção de processos de aprendizagem
 Equipes multidisciplinares
 Novas abordagens do ensino

Questões Tecnológicas
Ambientes virtuais de aprendizagem (AVA)
Profissionais com formação específica
Custos e domínio da tecnologia
 Novas contribuições: design

Inquietações
EaD é uma metodologia
Os objetivos definem a prática pedagógica em um ambiente virtual
Os conteúdos serão diferenciados
As estratégias centradas nos ambientes de aprendizagem, na construção do conhecimento e no diálogo

Inquietações
Avaliação é um processo em fase de construção
Novas relações entre professores e alunos
Mudanças no papel do professor
Mudanças no perfil do aluno

Problematização
O que é mais fácil?
Professor virtual ou o professor presencial
O que importa?
A forma ou o conteúdo?
EAD é uma é uma de inovação?
O estudante virtual é real?
Como trabalhar a resistência à tecnologia

Problematização
Como fazer a capacitação para professores virtuais ?
As novas tecnologias garantem uma nova educação?
O ensino a distância funciona?
A EaD redefine os papéis de alunos e professores?
A tecnologia  substitui o professor?

Professor
Decisão pessoal
Crença na Educação a Distância
Desafios, descobertas e mudanças
Formação do HOMEM integral, feliz e solidário
Aventurar-se causa ansiedade, mas deixar de arriscar-se é perder a si mesmo...
E aventurar-se no sentido mais elevado é precisamente tomar consciência de si próprio   (KIERKGAARD)
Referências e Bibliografia Sugerida

REFERÊNCIAS
·      BRASIL. Decreto no 5.622, de 19 de dezembro de 2005. Disponível em: http://portal.
·      mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/dec_5622.pdf.
·      _______. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: http://portal.mec.
·      gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf>.
·      CARLINI, A. & TARCIA, R.M.L. 20% a distância, e agora?.São  Paulo: Pearson, 2010.
·      LANDIM, C. M. M. P. F. Educação a distância: algumas considerações. Rio de Janeiro: s/n, 1997.
·      LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
·      MAIA, C.; MATTAR, J. ABC da EaD: a educação a distância hoje. São Paulo: Pearson
·      Prentice Hall, 2007.
·      MAY, R. O homem à procura de si mesmo. 27. ed. Petrópolis: Vozes, 2000.
·      NUNES, I. B. Noções de educação a distância. Educação a distância, Ined/Cead. Brasília: UnB, 1994.
·      SILVA, M. (org.). Educação on-line. São Paulo: Loyola, 2003.


ABORDAGENS

PROCESSOS DE APRENDIZAGEM
Treinamento in-Company International Engines
Profª Drª Rita Maria Lino Tarcia

EDUCAÇÃO TRADICIONAL          è                                   V.               è  EDUCAÇÃO RENOVADA

                                                                                                   H
CONTEUDISTA                                                                        U              COGNITIVISTA
                                                                                                   M
                                                                                                   A
COMPORTAMENTAL                                                             N              SÓCIO-CULTURAL
                                                                                                    I
                                                                                                   S
(De fora para dentro do aluno)                                                                                     T
                                                                                                   A

GUARDAR: EXPERÊNCIA à EXPERIMENTAÇÃO

Educação Tradicional
Ø  O homem é reprodutor do conhecimento
Ø  O conhecimento é determinado pela sociedade e mantido pela instituição escolar
Ø  O conhecimento é armazenado e memorizado
Ø  O mundo e o saber são adquiridos pela educação formal
Ø   A educação é transmissão controlada do conhecimento
Ø  A relação entre professor e aluno é vertical e de domínio
Ø  O conteúdo é pronto e limitado, transmitido por meio da aula expositiva
Ø  A avaliação consiste na verificação da reprodução do conteúdo

EDUCAÇÃO COMPORTAMENTAL
ü    O homem é conseqüência das forças ou influências do meio ambiente
ü  O conhecimento é resultado direto da experiência
ü   O mundo é construído, mas pode ser alterado por influências ambientais
ü  A educação está relacionada com a transmissão cultural e promove mudanças desejáveis
ü  A relação professor – aluno é vertical, o aluno é controlado pelo processo e o professor é o planejador das contingências de reforço
ü  Processo sistemático de planejar, conduzir e avaliar
ü  A avaliação consiste na constatação dos comportamentos desejáveis apresentados

Educação Renovada
v  Visão humanista
      centrada no homem, ênfase na pessoa, na sua evolução,
      no seu aprendizado, no seu crescimento e na sua realização
       o mundo é produzido pelo homem, em cada indivíduo, com sua própria concepção e percepção
       o conhecimento é construído por meio da experiência pessoal, subjetiva de cada ser.
      Cognitivismo – Jean Piaget
Nasceu na Suíça, em 9 de agosto de 1896. Faleceu em Genebra, aos 84 anos, em 16 de setembro de 1980
v  O conhecimento é construído por meio da interação entre   SUJEITO E OBJETO
v  A construção do conhecimento é um processo contínuo e inovador
v  Cada indivíduo constrói, elabora seu conhecimento de forma particular

Contribuições de Piaget para Educação
v  O professor/ gestor desenvolve novas estratégias para compreensão da realidade
v  O ensino é baseado no ensaio e no erro, na pesquisa e na observação
v  O aluno elabora o seu próprio conhecimento a partir de sua relação  com o meio 
v  O aluno APRENDE A APRENDER


Sócio- cultural – Vygotsky
Nasceu na Bielorrússia, em 5 de novembro de 1896. Faleceu em 11 de junho de 1934

v  O homem é criador e propagador de conhecimentos e de idéias
v  O homem deve ter consciência do seu papel como sujeito: da sociedade, da cultura e da história
v  O conhecimento é elaborado a partir da relação entre o pensamento e a prática, é um processo contínuo.

Contribuições de Vygostky para Educação
v  A ação educativa deve ser precedida de uma reflexão sobre o homem e de uma análise do meio de vida desse homem
v   A educação precisa ser transformadora
v  A dialogicidade é a essência da educação, que consiste na problematização
                                                    


27 de agosto de 2012

Abordagem tradicional (música e texto) X Abordagem renovada (cognitivismo)

Obs.: dia 3/9 não haverá aula.

Livro: Cibercultura – disponível no Google (buscar Pierre Levy).

Filme: entrevista com Pierre Levy:

Ciclo de Renovação do Conhecimento;
Velocidade no surgimento e na renovação dos saberes;
Movimento;
Base de instabilidade (término da era da estabilidade de emprego, de conhecimento...) ;
Produção do conhecimento em fluxo – devido a multiplicação da informação no Rede Mundial, não há como uma pessoa conhecer tudo quanto é publicado, então surge a necessidade de priorizar.

Nova natureza do Trabalho                                                                               Aprender – transmitir saberes – produzir conhecimentos: Mudança das relações, Cooperação, Transmissão = troca de experiências;
Busca e produção de conhecimentos

Ciberespaço e Tecnologia 
Informática :Suporte digitalizado da informação e da comunicação;
Tecnologias intelectuais que amplificam, exteriorizam e modificam numerosas funções cognitivas humanas: Memória – pouco usada porque a informação está disponível;Imaginação  - programas como Auto Cad aumentam a possibilidade de criação do indivíduo;Percepção – exemplo da transmissão em três dimensões; Raciocínios – os programas simuladores ajudam nos raciocínios.
Tecnologias, interatividade e  processos de aprendizagem

A INTELIGÊNCIA É FRUTO DO COLETIVO

EDUCAÇÃO TRADICIONAL (meta é ensinar) – visa a necessidade da sociedade.
  • professores são mais velhos que alunos;
  • organização: acúmulo de conhecimentos.
  • Visão externa à Música “deixa a vida me levar”;
  • Comportamental àTexto: Ä gente se acostuma...”da Marina Colasante.

EDUCAÇÃO RENOVADA (meta é aprender) – visa a necessidade do homem.
  • formação do jovem à profissional; RH para o mercado;
  • pesquisa e pesquisadores à respostas;
  • visão humanista.
Jean Piaget

Biólogo que estudou a cognição; cognitivismo: escola construtivista.

Estudo de Piaget:  Como o aluno pensa?

As três fases para construção da estrutura cognitiva:
  1. Sensório-motora (até 5 anos),
  2. Pré-operatória (de 5 aos 10 anos) e
  3. Operatória (após 10 anos).

Vygostky

Para ele depende do momento em ocorre o aprendizado.

v A ação educativa deve ser precedida de uma reflexão sobre o homem e de uma análise do meio de vida desse homem
v   A educação precisa ser transformadora
v  A dialogicidade é a essência da educação, que consiste na problematização



10 de setembro de 2012

História do Ensino Superior no Brasil

Durante o regime militar, entre os anos de 1970 até 1985, no governo FHC, o Ensino Superior no Brasil era liderado pelas instituições educacionais públicas, tais como USP, ITA, PUC, UNICAMP, Mackenzie, UNESP, UNIFESP e EPM – Escola Paulista de Medicina. Os professores eram tradicionais, ou seja, davam o tema e os alunos que fizassem sua pesquisa, por outro lado esses alunos eram poucos e os melhores, pois tinha vindo de uma forte seleção. Esse fato gerou uma demanda reprimida de alunos.
Com a abertura política e a democratização, ocorreu um movimento de expansão do Ensino Superior aberto para o setor privado. No período seguinte, de 1985 até 2005, acontece a chamada ”época de ouro” para os empresários da Educação, uma vez que os alunos oriundos da demanda reprimida até 1985, encheram as novas instituições privadas.
Coma redução dos grupos seletos de alunos, o sistema público dispensou grande parte dos mestres que ficaram disponíveis para a iniciativa privada.
Ocorre que, o perfil do novo aluno é daquele que trabalha de dia e estuda à noite, portanto, com pouco tempo para pesquisar e os professores eram provenientes do período tradicional, muitos já aposentados, mas carregando ainda a sua própria pesquisa. Esse docente, acostumado a lidar com poucos e bons alunos, nessa nova fase, não sabe administrar os muitos alunos, todos com pouco tempo para estudos fora da sala de aula.
Além disso, com o aumento de alunos, as grandes instituições de ensino privadas necessitavam de professores, os quais, para o nível da graduação superior, por lei, deveriam ser doutores ou mestres (SS), que eram poucos. Para aumentar o grupo de docentes, ao texto da lei foi acrescida a expressão “preferencialmente” o que possibilitou a inclusão dos pós-graduados LS.
Vencida mais essa dificuldade, a demanda reprimida foi sendo atendida, de forma que o sistema, a partir de 2005, iniciou a sua estabilização e o processo se inverteu, esvaziando as instituições, agora com mais vagas que alunos.

Aqui, abre-se um parêntesis para apresentar a organização do Sistema de Ensino Brasileiro, desde a vigência da Lei de Diretrizes e Bases, L. 9394-96.
São nominados os seguintes graus ou títulos:
1.    Básico
a.    Educação infantil
                                                                i.     Creche
                                                               ii.     Pré-escola
b.    Ensino fundamental I (1o ao 5o ano)
c.     Ensino fundamental II (6o ao 9o ano)
d.    Ensino Médio
                                                                i.     Técnico
                                                               ii.     Regular
2.    Superior
a.    Graduação
                                                                i.     Bacharelado
                                                               ii.     Licenciatura
                                                             iii.     Tecnólogo
b.    Pós-graduação
                                                                i.     Lato senso
1.    Especialização;
2.    MBA – Master of Business Administration;
                                                               ii.     Estrito senso (avaliado pela CAPES)
1.    Mestrado acadêmico
2.    Mestrado profissional
3.    Doutorado
3.    Outros
a.    Pós doutorado – título que qualifica o pesquisador;
b.    Livre Docente – nome de grau dentro da carreira pública;
c.     Titular – idem anterior e um grau acima do livre docente.

Para avaliar as instituições de ensino e o curso superior foi criado o SINAES com foco nos seguintes pontos:
·      Projeto pedagógico do curso;
·      Docente (1/3 de Mestres e Doutores e 2/3 de Especialistas)
·      Infraestrutura
Para avaliar os alunos saintes das instituições de ensino e do curso superior foi criado o ENADE, aplicado antes de e após o curso.
Aqui, fecha-se o parêntesis.

Seguindo: de 2005 até hoje, as instituições têm sido ranqueadas e podem ser classificadas em três grupos.
·      Grupo I – Poucas e boas – são as tradicionais;
·      Grupo II – Grandes empresas -  são as que compraram as pequenas escolas que não se sustentaram com o esvaziamento de alunos pelo atendimento da demanda reprimida. Recebem alunos do ENEM.
·      Grupo III – Pequenas escolas – são as que abriram na época de ouro (1985 – 2005), das quais muitas já fecharam e as demais tendem a desaparecer.
Em 2004, o governo Lula inicia a expansão do Ensino Público Superior e lança o Prouni – Programa Universidade para Todos, que concede bolsas de estudo na Rede Privada de Ensino Superior aos alunos vindos do Ensino Médio e aprovados no ENEM, desde que comprovem renda per capita familiar menor que três salários mínimos. Em contrapartida oferece isenção de alguns tributos para a instituição. Entretanto o aluno que for reprovado perde a bolsa.
Em 2007, o governo dá sequência e lança o REUNI – programa de apoio e planos de reestruturação e expansão das universidades federais.
Em 2012, já no governo Dilma, foi lançado o REUNI-II, entretanto a infraestrutura que se compõe de professores, laboratórios entre outros requisitos, está atrasada.
Além desse cenário histórico traçado até aqui, temos ainda:
·      Os institutos federais de educação provenientes das antigas Escolas Técnicas Federais com cursos profissionalizantes.
·      O Sistema de Educação Corporativa, que está crescendo;
·      O Ensino à distância.
Desses três tipos de instituições de ensino, as grandes empresas (grupo-II)  buscam no EAD – Ensino a Distância, uma alternativa para compensar o esvaziamento de alunos motivado pelo atendimento da demanda reprimida, gerada no período do governo militar.

As instituições de ensino superior podem ser, atualmente, divididas em :
1.    Faculdades
2.    Centros universitários
3.    Universidades
Porém, nem sempre foi assim. Antes da Lei de Diretrizes, havia a faculdade, nome dado àquela que se dedicava a ensinar em área única, desprovida de autonomia, e a Universidade, nome dado àquela que se dedicava a ensinar em área diversas, provida de autonomia, tendo para tanto de manter excelência de ensino, pesquisa e extensão universitária.
Com a referida lei, veio a possibilidade de implantaçãoo de Centros Universitários, que se equipararam às Universidades, com a facilidade só manter a Excelência do Ensino, o que permitiu o crescimento dessas instituições devido a inexistência de custos com pesquisa e extensão.
Após um levante das Universidades, foi revista essa condição e hoje todos têm que manter pesquisa e extensão.
O Ensino a Distância, prevista no artigo 80 da Lei 9394-96, poderá ser aplicado no nível de graduação e pós-graduação LS. Para a Pós Graduação SS não é admitido e para o Ensino Básico só se admitirá em casos excepcionais, como no exemplo da Gripe Suína, que retardou em um mês o início do semestre escolar.
O Decreto 5800-2006, instituiu para desenvolver a educação a distância o sistema UAB – Universidade Aberta do Brasil, integrado por universidades públicas que oferecem (20%) cursos de nível superior para as camadas da população brasileira que têm dificuldade de acesso à formação universitária. Cada município que participar do Sistema deverá criar um polo de apoio presencial dentro do seu Estado.
A partir dessa abertura, o modelo utilizado pelas instituições ficou assim:
20% - EAD
20% - Estágio
20% - Atividades complementares
40% - Aulas regulares
 Concluindo, reduz mais a presença do aluno na classe.



(Yone) 24 de setembro de 2012

PLANEJAMENTO E PLANO DE ENSINO

PLANEJAMENTO DE ENSINO
Papel do Professor
Tendências Pedagógicas
Planejamento da Ação Didática
Planejar é analisar uma dada realidade, refletindo sobre as condições existentes, e prever as formas alternativas de ação para superar as dificuldades ou alcançar os objetivos desejados (Haydt, 1998:94).
Planejamento da Ação Didática
O Planejamento do Ensino é um processo, envolve o docente na interação com o contexto educacional.
O Plano de Ensino é um documento elaborado pelos docentes contendo suas propostas de trabalho, numa área ou disciplina.
Tipos de Planejamentos
Sistema educacional: nível nacional, estadual e municipal; política de educação adotada.
Projeto Político Pedagógico: as atividades do curso superior, seus objetivos, ações pedagógicas e administrativas.
Curricular: previsão dos diversos componentes curriculares do curso, considerando a concepção filosófica.
Planejamento de Ensino
No Planejamento de Ensino estão previstas ações e procedimentos que o professor realizará junto aos seus alunos, e a organização das atividades e experiências de aprendizagem, visando alcançar  os objetivos educacionais.
Planejamento
Plano de Ensino
Instituição:                                 Curso:
Disciplina:                                   Carga Horária: horas
Justificativa: a importância na formação do aluno.
Ementa: essência do que será tratado, síntese.
Objetivo geral e específico:  metas da disciplina.
Conteúdo: o que ensinar - a matéria abordada em itens.
Metodologia: como ensinar - estratégias didáticas.
Recursos: com que - materiais e equipamentos.
Avaliação: como e o que foi ensinado e aprendido – provas, seminários, trabalhos... em grupo e individual.
Bibliografia: básica e complementar – livros, sites, periódicos...
Características do Planejamento
Coerência e unidade
correlação entre objetivos, meios, conteúdos e procedimentos.
Continuidade e sequência
relação entre as atividades e assuntos que foram discutidos.
Flexibilidade
mudanças e adaptações às situações não previstas.
Objetividade e funcionalidade
deve atender as necessidades da realidade de maneira funcional, efetiva e prática.
Precisão e clareza
apresentar linguagem simples e clara.
Plano de Aula
Título:                                          
Objetivos: detalhados
Conteúdo: matéria abordada
Estratégias Pedagógicas: procedimentos de ensino e aprendizagem, individual e/ou em grupo
Publico Alvo: curso, disciplina, turma
Duração: horas de aula
Recursos: projetor multimídia, retroprojetor, vídeo...
Avaliação: do aluno
Bibliografia: periódicos, livros, sites...
Ser Professor
Imbernóm (2001) afirma que hoje a atividade de ensinar requer uma nova formação inicial e permanente, pelo fato de o educador dever exercer outras funções, tais como a motivação, a luta contra a exclusão social, participação, animação de grupo, relações com estruturas sociais e com a comunidade
Ser Professor
a formação do professor de ensino superior tem base na pesquisa (pós-graduação stricto sensu).
Os programas de doutorado e mestrado são configurados numa forma que privilegia a especialização, numa ênfase ao conhecimento e numa preparação para a pesquisa.
Ser Professor
Paulovich (1993), por exemplo, critica a educação universitária, por não encorajar o pensamento criativo e independente. Segundo esta autora, .estudantes ansiosos por notas são forçados a memorizar e regurgitar um volume incrível de fatos em um ritmo que impede mesmo o mais entusiasta de refletir sobre o material ensinado ou ser intelectualmente estimulado. (p. 565).
Ser Professor
O professor, em qualquer curso presencial, precisa hoje aprender a gerenciar vários espaços e a integrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora.
Ser Professor
Compreender é organizar, sistematizar, comparar, avaliar, contextualizar. Uma segunda dimensão pedagógica procura questionar essa compreensão, criar uma tensão para superá-la, para modificá-la, para avançar para novas sínteses, novos momentos e formas de compreensão. Para isso o professor precisa questionar, tensionar, provocar o nível da compreensão existente.
Ser Professor
Do ponto de vista metodológico o professor precisa aprender a equilibrar processos de organização e de  provocação” na sala de aula. Uma das dimensões fundamentais do educar é ajudar a encontrar uma lógica dentro do caos de informações que temos, organizar numa síntese coerente (mesmo que momentânea) das informações dentro de uma área de conhecimento.
 Uso da Internet
Favorece a construção colaborativa,
participar de uma pesquisa em tempo real, de um projeto entre vários grupos, de uma investigação sobre um problema de atualidade.
 combinar o que podemos fazer melhor em sala de aula: conhecer-nos, motivar-nos, reencontrar-nos, com o que podemos fazer a distância pela lista, fórum ou chat
pesquisar, comunicar-nos e divulgar as produções dos professores e dos alunos.
(MORAN,2008)
Ser Professor
Conforme Pimenta; Anastasiou (2002), nos processos de formação de professores, é preciso considerar a importância dos saberes das áreas de conhecimento (ninguém ensina o que não sabe), dos saberes pedagógicos (pois o ensinar é uma prática educativa que tem diferentes e diversas direções de sentido na formação do humano), dos saberes didáticos (que tratam da articulação da teoria da Educação e da teoria de ensino para ensinar nas situações contextualizadas), dos saberes da experiência do sujeito professor (que dizem do modo como nos apropriamos do ser professor em nossa vida). Esses saberes se dirigem às situações de ensinar e com elas dialogam, revendo-se, redirecionando-se, ampliando-se e criando.
Incentivo a Novas Ideias
Cultiva nos alunos o gosto pela descoberta e busca de novos conhecimentos
Faz perguntas desafiadoras que motivem os alunos a pensar e raciocinar
Estimula os alunos a analisarem diferentes aspectos de um problema
Estimula a iniciativa dos alunos
Estimula o aluno a pensar ideias novas relacionadas ao conteúdo da disciplina
Promove a autoconfiança dos alunos
Estimula a curiosidade dos alunos através das tarefas propostas
Incentivo a Novas Ideias
Incentiva a independência dos alunos
Desenvolve nos alunos habilidades de análise crítica
Leva o aluno a perceber e conhecer pontos de vistas divergentes sobre o mesmo problema ou tema de estudo
Incentiva os alunos a fazerem questões relativas aos temas estudados
Apresenta vários aspectos de uma questão que está sendo estudada
Promove o debate com estímulo à participação de todos os alunos
Faz perguntas, buscando conexões com assuntos abordados
Clima para Expressão de Ideias
Valoriza as ideias originais dos alunos
Cria um ambiente de respeito e aceitação pelas ideias dos alunos
Dá chances aos alunos para discordarem de seus pontos de vista
Escuta com atenção as intervenções dos alunos
Não está atento aos interesses dos alunos
Tem senso de humor em sala de aula
Avaliação e Metodologia de Ensino
Preocupa-se apenas com o conteúdo informativo
Utiliza formas de avaliação que exigem do aluno apenas a reprodução do conteúdo dado em classe ou contido nos livros-texto
Utiliza sempre a mesma metodologia de ensino
Faz uso de formas diversificadas de avaliação
Oferece aos alunos poucas opções de escolha com relação aos trabalhos a serem desenvolvidos
Interesse pela Aprendizagem do Aluno
Expõe o conteúdo de uma maneira didática
Dá feedback construtivo aos alunos
Oferece informações importantes e interessantes relativas ao conteúdo da disciplina
Tem entusiasmo pela disciplina que leciona
Tem expectativas positivas com relação ao desempenho dos alunos
Apresenta conteúdo atualizado
Teoria de Metas de Realização
meta de realização de um aluno tem relação com o grau e a qualidade do envolvimento nas tarefas escolares,
aprender (ou domínio, ou tarefa),
ego-aproximação (ou performance-aproximação),
ego-evitação e
evitação do trabalho (ou alienação acadêmica), instrumentos de avaliação
Tipos de Metas
um aluno voltado à meta aprender caracteriza-se pela busca de novos conhecimentos, domínio dos conteúdos, apreço por desafios em níveis intermediários e uma crença de que resultados de desempenho dependem maximamente de esforço pessoal.
ego-aproximação tipicamente tem por objetivo aparecer como inteligente, ou ser o primeiro da classe, isto é, a preocupação primordial recai sobre sua performance ou o desempenho enquanto percebido pelos outros.
Tipos de Metas
ego-evitação, que se refere ao aluno que visa simplesmente evitar aparecer como incapaz ou de ser menos inteligente que os demais.
 evitação de trabalho ou alienação acadêmica –aluno com tal orientação coloca especial valor em ter sucesso acadêmico, mas desde que isso não lhe custe esforço
Socialização da meta aprender
o processo de socialização da meta aprender engloba:
as tarefas de aprendizagem passadas aos alunos,
o modo de trabalhar as avaliações e
a promoção de autonomia nas aprendizagens.
Sete Princípios para uma boa prática no ensino superior
A boa prática encoraja o contato entre o alunos e o professor: 
encoraja a cooperação entre os alunos:
encoraja a aprendizagem ativa
fornece feedback imediato:
 enfatiza o tempo da tarefa:
comunica altas expectativas
respeita os diversos talentos e as diferentes formas de aprendizagem:
(CHICKERING e GAMSON, 1987, apud BELZ,2011)

Referencias Bibliográficas
ALENCAR, Eunice M. L. Soriano de; FLEITH, Denise de Souza. ESCALA DE PRÁTICAS DOCENTES PARA A CRIATIVIDADE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR. Aval. psicol.,  Porto Alegre,  v. 9,  n. 1, abr.  2010 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-04712010000100003&lng=pt&nrm=iso
BELZ, K. C. G. APLICAÇÃO DOS SETE PRINCÍPIOS NO ENSINO TÉCNICO DO IFSP – CAMPUS SALTO. 2011. Disponível em: http://revistadaesab.com/?p=332
CARDOSO, Luzia Rodrigues; BZUNECK, José Aloyseo. Motivação no ensino superior: metas de realização e estratégias de aprendizagem. Psicol. Esc. Educ. (Impr.),  Campinas,  v. 8,  n. 2, Dec.  2004 Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572004000200003&lng=en&nrm=iso>. 
CUNHA, Ana Maria de DORMI ALUNO (A)... ACORDEI PROFESSOR (A): INTERFACES DA. FORMAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DO ENSINO SUPERIOR. http://www.prograd.ufop.br/Downloads/Docencianoenssup/Dormi_aluno_acordei_professor.pdf
MORAN, J.M. Os novos espaços de atuação do educador com as tecnologias. 2008. Disponível em:  http://www.educacao.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-edu-com-tec/artigos/os%20novos%20espacos%20de%20atuacao%20do%20educador....pdf



01 de outubro de 2012

Aulas planejadas
Dia 24/09/2012 – Planejamento de ensino (Yone)
Dia 01/10/2012 – Prática docente e  Vygotsky
Dia 08/10/2012 – Educação corporativa e  EAD

Trabalho 1: Na Revista do Ensino Superior, escolher uma reportagem e dissertar sobre o quê ela se refere dentro dos temas estudados nesse curso.

PRÁTICA DOCENTE

Sequência temática
1.    Contexto
2.    Pressupostos teóricos
3.    Ação imediata para gestão da sala de aula
4.    Ações a médio e longo prazo

CONTEXTO
       Mudanças no contexto mundial
o   Transformações econômicas, sociais e políticas  - Educação
o   Visão sistêmica e processual dos fatos e dos fenômenos consagrada pela ecologia
o   Surgimento da Internet
o   Construção da sociedade da informação, do conhecimento e em rede
o   Produção do conhecimento em fluxo, obsolescência, dinamismo, nanotecnologia

       Surgimento de novas abordagens teóricas
o   Pierre Lévy - filósofo
o   Piaget – biólogo e psicólogo
o   Vygotsky – licenciado em direito, psicólogo, lingüista
o   Wallon – psicólogo – da linha de Piaget, mas valoriza o vínculo e a afetividade nos processos.
o   Edgar Morin – sociólogo
o   Chartier – historiador e filósofo
o   Peter Druker – filósofo e administrador
o   Fritijof Capra - físico

       Perfil do aluno
o   Atitude passiva se modifica para uma atitude ativa e crítica
o   Dificuldades de leitura, compreensão e produção de texto
o   Dificuldades de cálculo
o   Dificuldades de conteúdos específicos
o   Gestão da sala de aula nas três dimensões:
§  Dimensão Cognitiva
§  Dimensão Afetiva
§  Dimensão Social

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS
       Conteúdo não é mais um fim em si mesmo
       Estratégias verbalistas e frontais para estratégias de aplicação e de trabalho em grupo è PROJETOS com PROBLEMATIZAÇÃO – leva à descoberta (segundo Piaget: ”O professor cria situações para o aluno entender a realidade”);
       Profissionalismo – formação docente
       Mudança na aprendizagem
       Transmissão   ßà     memorização
       Exploração ß à    criatividade
       Aprendizagem por descoberta é diferente de aprendizagem por repetição

AÇÃO IMEDIATA PARA GESTÃO DA SALA DE AULA

Perfil do Professor
       Competência Teórica  - específica da área
       Competência Técnica – específica da área – essa permite os exemplos de aplicação da teoria.
       Competência Pedagógica – formação docente – uso das diferentes linguagens
       Visão interdisciplinar e sistêmica
       Visão de pesquisa e formação do pesquisador
       Gestor do processo de ensino para geração de situações de aprendizagem
       Competência Teórica  - específica da área
       Competência Técnica – específica da área
       Competência Pedagógica – formação docente – uso das diferentes linguagens
       Visão interdisciplinar e sistêmica
       Visão de pesquisa e formação do pesquisador
       Gestor do processo de ensino para geração de situações de aprendizagem

Planejamento de ensino
       Definição de objetivos claros e factíveis (com base na EMENTA, elabora-se o Plano de Ensino: conteúdo x estratégia);
       Análise dos conteúdos a partir de critérios práticos
       Planejamento efetivo da aula: as estratégias são selecionadas de acordo com o conteúdo e com os objetivos da aula/unidade


Estratégias
       Aula expositiva: exemplos
       Leitura: objetivos que norteiam a leitura
       Trabalho em grupo: uso da web, objetivos claros e alinhados ao plano
       Projetos: maior duração, características práticas (aplicação/pesquisa)

Recursos Tecnológicos
       Lousa
       Filmes
       Músicas
       Imagens
       Transparências
       Educação a distância como auxílio ao presencial

Estratégias Complementares
       Estratégias complementares
       Monitorias
       Atividades complementares (estudo dirigido)
       Atividades na pré-aula ou horário extra
       Organização de grupos de estudos liderados por alunos
       EAD como ambiente para atividades complementares

Construção de relações inter-pessoais e mediação de conflito
       Relação Intra-pessoal
       auto-conceito – visão pessoal de si
        auto-estima – valor atribuído a si
       Relação Inter-pessoal
       Dimensão afetiva
       Dimensão social
       Dimensão pessoal
       O conflito é positivo – o confronto  não!
       Processo dialógico
       Relação entre poder e de liderança

AÇÕES A MÉDIO E LONGO PRAZO
       Discussão no Colegiado de Curso
       Definição de um currículo flexível, ágil e inovador – alinhado às exigências do mercado e diferenciado de acordo com a Instituição
       Construção de Projetos Interdisciplinares
       Construção de Projeto de Avaliação: da aprendizagem, dos processos de ensino e do Curso 




08 de outubro de 2012

VIGOTSKY

       Educação Renovada
v  Visão humanista
      centrada no homem, ênfase na pessoa, na sua evolução,
      no seu aprendizado, no seu crescimento e na sua realização
       o mundo é produzido pelo homem, em cada indivíduo, com sua própria concepção e percepção
       o conhecimento é construído por meio da experiência pessoal, subjetiva de cada ser.
      Cognitivismo – Jean Piaget
Nasceu na Suíça, em 9 de agosto de 1896. Faleceu em Genebra, aos 84 anos, em 16 de setembro de 1980
v  O conhecimento é construído por meio da interação entre   SUJEITO E OBJETO
v  A construção do conhecimento é um processo contínuo e inovador
v  Cada indivíduo constrói, elabora seu conhecimento de forma particular
       Contribuições de Piaget para Educação
v  O professor/ gestor desenvolve novas estratégias para compreensão da realidade
v  O ensino é baseado no ensaio e no erro, na pesquisa e na observação
v  O aluno elabora o seu próprio conhecimento a partir de sua relação  com o meio 
v  O aluno APRENDE A APRENDER
       Sócio- cultural – Vygotsky
Nasceu na Bielorrússia, em 5 de novembro de 1896. Faleceu em 11 de junho de 1934
v  O homem é criador e propagador de conhecimentos e de idéias
v  O homem deve ter consciência do seu papel como sujeito: da sociedade, da cultura e da história
v  O conhecimento é elaborado a partir da relação entre o pensamento e a prática, é um processo contínuo.
       Contribuições de Vygostky para Educação
v  A ação educativa deve ser precedida de uma reflexão sobre o homem e de uma análise do meio de vida desse homem
v   A educação precisa ser transformadora
v  A dialogicidade é a essência da educação, que consiste na problematização

PLANOS GENÉTICOS DE VIGOTSKY

São quatro os planos genéticos que funcionam como entradas do desenvolvimento para o funcionamento psicológico, a saber:
1.    Filogênese – significa história da espécie e define o que podemos ou não podemos fazer è plasticidade do cérebro;

2.    Ontogênese - significa história do ser na espécie e define o caminho do desenvolvimento do ser;

3.    Sócio gênese - significa história da cultura e define a forma como a cultura funciona no desenvolvimento do indivíduo;

Até aqui, as três entradas são determinísticas, não sendo passíveis de ação humana para controlá-las; entretanto a quarta permite atuação de controle pelo homem, sendo não determinística.

4.    Micro gênese - significa a história de cada fenômeno psicológico de aprendizagem pelo ser, trata da individualidade do ser, de cada aprendizado.


EDUCAÇÃO CORPORATIVA

o EDUCAÇÃO CORPORATIVA
o Épocas de turbulência são sempre perigosas, mas seu maior perigo é a tentação de negar a realidade.
o Peter Drucker
o Público-alvo
o Adultos que já trabalham
o Universidade corporativa
o Não tem necessariamente um campus físico
o Não tem necessariamente um corpo docente estável
o Versão inovadora e diferente
o Processo no qual funcionários de todos os níveis estão envolvidos em um aprendizado contínuo e permanente para melhorar seu desempenho no trabalho
o UNIVERSIDADES CORPORATIVAS
o Verdadeiro General Eletric lançou a Crotonville, em 1955
o movimento aconteceu no final da década de 80
o Complemento estratégico do gerenciamento do aprendizado e desenvolvimento dos colaboradores de uma organização
o Conhecimento
o Redução do prazo de validade do conhecimento
o Dificuldade de depender das IES para desenvolver sua força de trabalho
o Criação das Universidades Corporativas
o Nos últimos 10 anos, nos Estados Unidos, o número de UC cresceu de 400 para 2.000
o Objetivos da Universidade Corporativa
o Obter um controle mais rígido sobre o processo de aprendizagem, vinculando de maneira mais estreita os programas de aprendizagem a metas e resultados estratégicos
o Estratégias da Universidade Corporativa
o Experiência de aprendizagem a distância
o Parcerias com IES nacionais e internacioanis
o Armazenamento eletrônico para aprendizagem no computador de mesa
o Modelos de sistemas educacionais guiados pelo mercado
o Fonte
o MEISTER, Jeanne C. Educação Corporativa A gestão do Capital Intelectual através das Universidades Corpotativas. São Paulo:Makron Books, 1999.


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